Pentecostes - Por que as igrejas não comemoram?
A Festa de Pentecostes no Antigo Testamento.
No antigo calendário israelita estão relacionadas três festas
(Ex 23.14-17; 34.18-23): a primeira é a Páscoa, celebrada junto à dos Ázimos ou Asmos; a segunda é a Festa das Colheitas ou Semanas que, a partir do domínio Grego, recebeu o nome de Pentecostes; finalmente, a festa dos Tabernáculos ou Cabanas.
As duas primeiras celebrações foram adotadas pelo cristianismo, porém, a terceira foi relegada ao esquecimento.
Este estudo abordará a Festa das Colheitas ou Semanas, a partir de sua celebração no culto israelita.
Seria extremamente exaustivo tentar abordar a origem dessa festa a partir dos cananeus, ou de outros povos do Antigo Oriente Médio. Todavia, é perfeitamente justo suspeitar que o costume de realizar a Festa das Colheitas pertencia aos cananeus. Há três razões que substanciam esta suspeita:
1. Os agricultores sedentários cananeus dominavam os férteis vales de Canaã quando os hebreus chegaram à Canaã;
2. Originalmente, os hebreus ou israelitas não eram agricultores, mas pastores de ovelhas, vivendo como semi-nômades nas montanhas centrais e estepes localizadas nas periferias das ricas regiões agrícolas de Canaã;
3. Pouco a pouco, o povo israelita veio tornar-se agricultor e sedentário.
No Antigo Testamento, a liturgia mais desenvolvida dessa festa encontra-se em Lv 23.15-21.
Porém, Dt 16.9-15 mostra uma outra liturgia que reflete um diferente período e, consequentemente, um novo ambiente de celebração. Este estudo tomará como base essas duas liturgias.
Do nome Pentecostes não é o nome próprio da segunda festa do antigo calendário bíblico, no Antigo Testamento (Ex 23.14-17; 34.18-23).
Originalmente, essa festa é referida com vários nomes:
1. Festa da Colheita ou Sega - no hebraico hag haqasir. Por se tratar de uma colheita de grãos, trigo e cevada, essa festa ganhou esse segundo nome.
Provavelmente, hag haqasir Festa da Colheita é o nome original (Ex 23.16).
2. Festa das Semanas - no hebraico, hag xabu´ot.
A razão desse nome está no período de duração dessa celebração: sete semanas.
O início da festa se dá, 50 dias depois da Páscoa, com a colheita da cevada; o encerramento acontece com a colheita do trigo
(Dt 34.22; Nm 28.26; Dt 16.10).
3. Dia das Primícias dos Frutos - no hebraico yom habikurim.
Este nome tem sua razão de ser na entrega de uma oferta voluntária, a Deus, dos primeiros frutos da terra colhidos naquela sega (Nm 28.26).
Provavelmente, a oferta das primícias acontecia em cada uma das três tradicionais festas do antigo calendário bíblico.
Na primeira, Páscoa, entregava-se uma ovelha nascida naquele ano; na segunda, Colheita ou Semanas, entregava-se uma porção dos primeiros grãos colhidos; e, finalmente, na terceira festa, Tabernáculos ou Cabanas, o povo oferecia os primeiros frutos da colheita de frutas, como uva, tâmara e figo, especialmente.
4. Festa de Pentecostes.
As razões deste novo nome são várias:
(a) nos últimos trezentos anos do período do Antigo Testamento, os gregos assumiram o controle do mundo, impondo sua língua, que se tornou muito
popular entre os judeus.
Os nomes hebraicos - hag haqasir e hag xabu´ot - perderam as suas atualidades e foram substituídos pela denominação Pentecostes, cujo significado é 50 dias depois (da Páscoa).
Como o Império Grego assumiu o controle do mundo, em 331 anos antes de Jesus, é provável que o nome Pentecostes ganhou popularidade a partir desse período.
Vale a pena uma observação.
Além da Festa da Colheita ou Semanas hag haqasir ou hag xavu´ot, o antigo calendário israelita apontava uma terceira festa que acontecia no período do Outono, isto é, nos meses de setembro e outubro.
Na verdade, essa festa era também da colheita, porém, sega das frutas,
especialmente, uva, figo e tâmara.
A Bíblia Hebraica tem dois nomes para essa festa:
Festa dos Tabernáculos ou Cabanas hag hasucot e Festa da Colheita hag ha`asip (a palavra asip colheita vem do verbo asap que significa colher e reunir.
Enquanto a Páscoa era uma festa caseira, Colheita ou Semanas ou Pentecostes era uma celebração agrícola, originalmente, realizada na roça, no lugar onde se cultivava o trigo e a cevada, entre outros produtos agrícolas.
Posteriormente, essa celebração foi levada para os lugares de culto, particularmente, o Templo de Jerusalém.
Os muitos relatos bíblicos não revelam, com clareza, a ordem do culto, mas é
possível levantar alguns passos dessa liturgia:
1. a cerimônia começava quando a foice era lançada contra as espigas
(Dt 16.9).
É bom lembrar que deveria ser respeitada a recomendação do direito de respigar dos pobres e estrangeiros
(Lv23.22; Dt 16.11);
2. a cerimônia prosseguia com a peregrinação para o local de culto
(Ex 23.17);
3. o terceiro momento da festa era a reunião de todo o povo trabalhador com suas famílias, amigos e os estrangeiros
(Dt 16.11).
Essa cerimônia era chamada de "Santa Convocação" (Lv 23.21).
Ninguém poderia trabalhar durante aqueles dias, pois eram considerados um período de solene alegria e ação de graças pela proteção e cuidado de Deus (Lv 23.21);
4. no local da cerimônia, o feixe de trigo ou cevada era apresentado como oferta a Deus, o Doador da terra e a Fonte de todo bem
(Lv 23.11).
5. Os celebrantes alimentavam-se de parte das ofertas trazidas pelos agricultores;
6. As sete semanas de festa incluíam outros objetivos, além da ação de graças pelos dons da terra: reforçar a memória da libertação da escravidão no Egito e o cuidado com a obediência aos estatutos divinos
(Dt 16.12).
Observação: Era ilegal usufruir da nova produção da roça, antes do cerimonial da Festa das Colheitas
(Lv 23.14).
Características da celebração
1. A Festa das Colheitas era alegre e solene (Dt 16.11);
2. A celebração era dedicada exclusivamente a Javé (Dt 16.10);
3. Era uma festa ecumênica, aberta para todos os produtores e seus famíliares, os pobres, os levitas e os estrangeiros (Dt 16.11).
Enfim, todo o povo apresentava-se diante de Deus. Reconhecia-se e afirmava-se o compromisso de fraternidade e a responsabilidade de promover os laços
comunitários, além do povo hebreu;
4. Agradecia a Deus pelo dom da terra e pelos estatutos divinos (Dt 15.12);
5. Era uma "Santa Convocação". Ninguém trabalhava (Lv 23.21);
6. Era celebrado o ciclo da vida, reconhecendo que a Palavra de Deus estava na origem da vida " da semente " da árvore " do fruto " do alimento " da vida...
Observação: A Festa da Colheita não celebra um mito, mas a ação de Deus que cria e sustenta a vida do mundo criado.
Principais motivos da Festa das Colheitas (Cabanas ou Pentecostes) não era uma cerimônia neutra, isto é, os celebrantes não se reuniam para um simples lazer ou diversão.
Toda a cerimônia buscava reafirmar e aprofundar o sentido da fé em Javé, o Deus Criador e Libertador.
Aprender a fraternidade: Ao ler todas as reportagens sobre a Festa das Colheitas (Semanas ou Pentecostes) é possível captar partes da cerimônia e, consequentemente, sua legislação.
Um dos detalhes marcantes dessa "Santa Convocação" é o fortalecimento da fraternidade entre os trabalhadores do campo, incluindo a população
israelita, os servos e estrangeiros.
Aprender a ter compromisso com Deus e com a comunidade ao celebrar a festa, toda a comunidade aprendia a ser responsável para com a vontade de Deus e com o próximo - não somente com os irmãos de sangue e fé.
O ritual da festa ensinava, pedagogicamente, que Deus é o Criador e Sustentador das leis que regem o mundo.
Ele fez uma distribuição comunitária da terra e manda a chuva para hebreus e gentios, bons e maus, homens e mulheres, jovens e crianças.
O ritual da festa entendia que o grande problema da humanidade é a falta de amor uns para com os outros.
Aprender a repartir os dons: Primitivamente, o povo bíblico convivia com as leis divinas de modo feliz, sem lhe causar sofrimento.
Por exemplo, a festa das Colheitas ensinou a comunidade de trabalhadores do campo que se deveria entregar o excedente de sua produção agrícola para Javé, a fim de que essa oferta seja compartilhada com os menos favorecidos
(Lv 25.6-7, 21-22).
A pedagogia dessa lei possui uma profunda sabedoria, pois ela tem como alvo educar o povo dentro dos princípios da solidariedade e igualdade social.
Aprender a agradecer: Ao agradecer a Deus pelo dom da terra - para morar, plantar e alimentar dos frutos produzidos nela - o povo descobria os mistérios da graça divina, ser grato pela "terra que mana leite e mel", pela cevada, trigo e outros grãos que sustentam vida representam uma alegria de enormes proporções.
Além da terra, os celebrantes eram ensinados a agradecer a Deus pela instrução que disciplina e ordena a vida comunitária.
Conclusão:
A Festa da Colheita ou Semanas tomou o nome de Festa de Pentecostes, a partir do Período Grego (fim do século IV antes de Cristo em diante).
Todas as festas, ao longo da história do povo bíblico, sofreram metamorfoses. São modificações e adaptações, perfeitamente normais, sofridas ao longo da história, sem contudo, perderem as colunas principais de sua estrutura de sustentação.
Por exemplo, na formação cultural de Israel ocorreram metamorfoses que se refletem no nome, assim:
... hebreu » israelita » judeu » judeu da diáspora ...
Com a Festa da Colheita ou Semanas, também, ocorreram transformações significativas:
... Festa da Colheita » Festa das Semanas » Festa de Pentecostes.
A troca do nome da festa: Originalmente, a festa recebeu o nome "Festa da Colheita", porque se tratava de uma cerimônia que girava em torno de uma sega de grãos, após o período de formação e maturação.
O nome "Festa das Semanas" também faz sentido, porque ele diz respeito às sete semanas de duração da festa quando se processava a colheita de trigo e cevada.
Como parte da forte influência exercida pela cultura grega sobre os judeus, a partir do século IV, antes de Cristo, o nome "pentecostes" - cujo significado é "cinquenta dias depois" - foi usado para substituir o nome da Festa das Colheitas ou Festa das Semanas.
O livro Atos dos Apóstolos usa o nome Pentecostes (At 2.1).
Da natureza e do local da festa: Originalmente, a festa das Colheitas era agrícola.
Era uma reunião de agricultores que se prolongava por sete semanas.
O longo tempo de duração da festa e o nome "colheita" sugerem que os agricultores reuniam-se, originalmente, para uma sega em mutirão.
Como na época dessa celebração (maio/junho) não há chuva, em Israel, os celebrantes, que moravam longe do local da colheita, se abrigavam em
tendas.
Contudo, o livro de Deuteronômio apresenta duas novidades à festa: a memória da libertação do Egito e a recomendação de estudar os estatutos (a Torá de Javé) durante as sete semanas de festa.
Além disso, ele fornece uma outra informação: o nome da festa para o livro de Deuteronômio é Semanas e o local é o templo de Jerusalém (16.9-12).
A centralização das festas foi parte da política reformista do reinado de
Josias (640-609 a.C.).
Quanto ao relato do livro Atos dos Apóstolos, o nome da festa é Pentecostes e o local é a cidade de Jerusalém, não especificando se a reunião foi realizada no Templo ou próxima a ele. Quanto ao número de pessoas presentes à festa, é possível crer que os relatos de Levítico (23.15-22) e Deuteronômio
(16.9-12) sugerem um limite máximo de pessoas bem inferior ao número indicado no livro de Atos dos Apóstolos (2.1-13).
A "ecumenicidade" da festa, basicamente, a festa, tanto no período do Antigo Testamento como no Novo Testamento, era cosmopolita, isto é, ela reunia pessoas de todas as raças e condições sociais (conforme Dt 16.11 e At 2.1-13).
O que varia entre os dois relatos é a quantidade de pessoas presentes no evento: o relato de Atos dos Apóstolos fala que uma multidão estava reunida em Jerusalém, enquanto que o relato de Deuteronômio refere-se a uma presença bem menor.
A fraternidade da festa era estimulada, entre os agricultores, na Festa das Colheitas, conforme os textos de Levítico e Deuteronômio.
Contudo, essa fraternidade é descrita, em sua plenitude, na reunião reportada
no livro de Atos dos Apóstolos, através da palavra grega koinonia comunhão (At 2.42-47).
Essa comunhão entre os trabalhadores do campo, na prática, forma o mutirão para colher o trigo pronto para a ceifa.
O estudo da Bíblia na festa: Quando mais necessitava de uma disciplina comunitária, a festa das Colheitas, ou Semanas, agregou a prática de estudar a Tora (Pentateuco).
No relato de Atos dos Apóstolos, há uma ausência de informação sobre o estudo da Torá.
Jerusalém como local da festa: Tudo leva a crer que, originalmente, a Festa das Colheitas, ou Semanas, era realizada na roça, particularmente, no campo de trigo.
No projeto de reforma, empreendido pelo rei Josias, no século VII
A.C., todas as festas foram levadas para o Templo em Jerusalém.
Por que Jerusalém?
• Jerusalém é a sede do governo, a capital política e espiritual;
• Jerusalém é uma cidade que possui uma carga fortíssima de tradição (Sl 48);
• Jerusalém encarna-se todas as contradições e conflitos;
• Jerusalém é o centro de todas as tensões da vida judaica:
• em Jerusalém, sente-se amor dentro da condição de ódio;
• em Jerusalém, nasce a esperança em meio ao desespero;
• em Jerusalém, o povo acredita que se dará a plenitude da vida;
• No Novo Testamento, o sentido de Jerusalém atinge o sentido universal.
Assim, A escolha da cidade de Jerusalém, para celebrar a Festa das Colheitas, não é arbitrária.
Ensinando a importância da terra: Terra é uma palavra muito significativa na Bíblia, particularmente no Antigo Testamento (AT).
Há duas importantes palavras hebraicas para terra: a primeira é adamah terra, solo, chão.
Originalmente, Adamah carregava o sentido de "solo vermelho", arável e cultivável. Conforme o livro de Gênesis - "... Javé Eloim modelou o 'adam ser humano com o pó da 'adamah terra" (2.7) -o ser humano possui uma estreita relação com a terra.
Essa ligação fica mais íntima quando se pensa no alimento.
O alimento, como gerador da vida, tem a ver diretamente com o trabalho do adam ser humano e a fertilidade do adamah terra.
Por isso entre o ser humano e a terra não poderá acontecer violência.
Tanto o 'adam ser humano como a' adamah terra são posses de Javé, e ambos estão sob o cuidado dEle (Gn 2.6).
A segunda palavra hebraica para terra é eres, um substantivo feminino que ocorre 2.500 vezes, no A.T, seu significado é amplo:
(a) no sentido cósmico, eres possui o significado de terra em oposição ao céu, o mar e a água (SI 89.11);
(b) no sentido físico, eres carrega o significado de solo, sobre o qual o ser humano vive, planta e colhe os frutos (Dt 26.9);
(c) no sentido geográfico, eres designa determinadas regiões e zonas (Jr
16.13);
(d) no sentido político, eres indica a soberania de determinados clãs, tribos, estados e povos (Is
9.1) e, por fim, (e) o sentido teológico, quando eres é definida como posse de Deus (Lv 25.23).
Como uma propriedade divina (Os 9.3), a terra espera de seu usuário uma forte disciplina e uma profunda espiritualidade.
Para tanto, a violência contra a terra é considerada uma desobediência a Javé (Jr 2.7).
Resumindo: Pentecostes é uma festa adotada pelo Cristianismo ao Judaísmo.
Em primeiro lugar, a palavra festa (hag, no hebraico) significa fazer um círculo.
Isso revela o sentido primitivo de festa, isto é, uma reunião comunitária (Êx 5.1).
Nela, o povo celebrante reunia, especialmente, para estudar os textos sagrados que, mais tarde, viriam a ser a Bíblia.
Em segundo lugar, o nome Pentecostes vem da língua Grega e significa cinquenta dias depois, a saber, da festa da Páscoa.
Originalmente, esta festa possuía três nomes hebraicos: festa das Semanas, festa das Colheitas ou Dia das Primícias.
Estes três nomes revelam um pouco do conteúdo da festa: era agrícola e situada no período das colheitas.
A troca de nome para Pentecostes deu-se a partir do período grego (333-63 anos antes de Cristo), quando a Grécia dominou culturalmente o mundo.
O mais primitivo motivo desta festa foi gratidão a Deus pelo dom da terra.
Posteriormente, o povo bíblico incorporou o motivo de gratidão pela doação da Torá (450 anos antes de Cristo).
A Torá é a instrução divina por excelência, contida no Pentateuco (cinco primeiros livros da Bíblia).
Provavelmente, a festa de Pentecostes, descrita em Atos dos Apóstolos 2, celebrava a doação da Torá.
Os salmos 19 e 119 mostram que a manifestação do Espírito Santo está diretamente relacionada ao estudo da Torá.
Considerações que diante do exposto, cabe uma pergunta:
Por que as igrejas evangélicas NÃO comemoram a festa de Pentecostes, ou pelo menos não se esforçam em nada, para que essa data, literalmente importante, seja comemorada?
Será escamas nos olhos, na igreja cristã evangélica?
Será que "elas" não acham isso importante?
Por que a igreja católica tem a comemoração dessa festa?
Veja a notícia:
“...Festa de Pentecostes espera 1 milhão de pessoas por dia na celebração católica anual, realizada em Taguatinga, que reúne um público cada vez maior.
Grande parte dos fiéis participa das atividades para assistir à Missa de Cura, cerimônia que, ao longo dos anos, tem sido palco de milagres entre os
participantes....”
Leilane Menezes - Publicação:20/05/2010 08:04 – Correio Brasiliense
Para saber mais: (copie e cole no browser)
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/05/20/cidades,i=193443/FESTA+DE+PENTECOSTES+ESPERA+1+MILHAO+DE+PESSOAS+POR+DIA.shtml
Agora 25 de dezembro, aí sim, com todo seu glamour, não falha, tem igreja até com “imagens” de anjos (misericórdia), guirlandas, árvores de natal, bolas, cantatas e tudo mais.....
Sabidamente tida como festa pagã, a comemoração de 25 de dezembro está em muitas igrejas evangélicas, para deleite de muitos pastores e membros.
Onde está o erro então?
A Bíblia está errada?
A Bíblia está certa?
A igreja está certa?
A igreja está errada?
Está errado comemorar a festa de Pentecostes?
Está certo comemorar a festa de 25 de dezembro?
Está errado não comemorar a festa de Pentecostes?
Está certo não comemorar a festa de 25 de dezembro?
Cabe discussão?
Mas como cristãos, não temos que seguir a palavra de Deus que está na Bíblia?
Não é heresia cultuar o que NÃO está na Bíblia?
Ou só porque é bonita, não vamos negar que os enfeites de 25 de dezembro são bonitos, podemos achar que é certo?
O certo está errado, ou o errado está certo?
Ou porque é “cafona” ficar de fora?
Ou porque, se eu não participar o “irmão” pode magoar.
Qual festa TEM na Bíblia?
Ou dá para dar uma “aberturinha” e colocar as coisas que não são de Deus dentro da igreja?
E festas comemoradas em Junho, então?
Literalmente consagradas à “santos” católicos, que porventura alguns são tambem de umbandas.
Tem igreja, que vende crentão, é a mesma bebida que o quentão, mas sem álcool... (sem comentários).
Fazem barracas com costumes seculares, dentro da igreja.
Inaceitável.
O Que a Bíblia Diz?
Tudo o que fizermos e ou quisermos fazer em nome do Senhor Jesus, é válido?
Em Colossenses 3:17, Paulo diz:
"E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai."
Esse versículo ensina um princípio importantíssimo: devemos sempre agir de acordo com a autorização de Jesus.
Mas, muitas pessoas usam o nome de Jesus livremente, como se fosse uma palavra mágica.
Pensam elas que a simples invocação do nome de Cristo garante os resultados que querem.
Gritam o nome de Jesus para expulsar demônios, enquanto ensinam doutrinas que negam a palavra dele.
Colocam o nome de Jesus em suas "grandes obras", Natal, Festas Juninas, eventos sociais e festas musicais, cantatas de natal, mas não praticam as coisas que ele ensina e nem na Bíblia há autorização ou determinação.
Não honramos o Senhor usando seu nome para descrever coisas que ele nunca autorizou.
Exemplos bíblicos mostram que tal abuso do nome do Senhor não é a vontade de Deus.
Os sete filhos de Ceva aprenderam essa lição de um modo dramático
(Atos 19:13-17).
Outras pessoas, até hoje, continuam usando o nome de Jesus de maneira errada e serão surpreendidas no juízo final.
"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicita-mente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade" (Mateus 7:21-23).
Isso tudo é muito sério.
Vamos rever isso?
Paz do Senhor a todos.
Estudo a partir da ideia do Prof. Tércio Machado Siqueira, professor de Antigo Testamento da FaTeo
Consideração final, compilação e adendos de diversas fontes, inclusive a Bíblia, por Mario Jorge.
20/05/2010
A Festa de Pentecostes no Antigo Testamento.
No antigo calendário israelita estão relacionadas três festas
(Ex 23.14-17; 34.18-23): a primeira é a Páscoa, celebrada junto à dos Ázimos ou Asmos; a segunda é a Festa das Colheitas ou Semanas que, a partir do domínio Grego, recebeu o nome de Pentecostes; finalmente, a festa dos Tabernáculos ou Cabanas.
As duas primeiras celebrações foram adotadas pelo cristianismo, porém, a terceira foi relegada ao esquecimento.
Este estudo abordará a Festa das Colheitas ou Semanas, a partir de sua celebração no culto israelita.
Seria extremamente exaustivo tentar abordar a origem dessa festa a partir dos cananeus, ou de outros povos do Antigo Oriente Médio. Todavia, é perfeitamente justo suspeitar que o costume de realizar a Festa das Colheitas pertencia aos cananeus. Há três razões que substanciam esta suspeita:
1. Os agricultores sedentários cananeus dominavam os férteis vales de Canaã quando os hebreus chegaram à Canaã;
2. Originalmente, os hebreus ou israelitas não eram agricultores, mas pastores de ovelhas, vivendo como semi-nômades nas montanhas centrais e estepes localizadas nas periferias das ricas regiões agrícolas de Canaã;
3. Pouco a pouco, o povo israelita veio tornar-se agricultor e sedentário.
No Antigo Testamento, a liturgia mais desenvolvida dessa festa encontra-se em Lv 23.15-21.
Porém, Dt 16.9-15 mostra uma outra liturgia que reflete um diferente período e, consequentemente, um novo ambiente de celebração. Este estudo tomará como base essas duas liturgias.
Do nome Pentecostes não é o nome próprio da segunda festa do antigo calendário bíblico, no Antigo Testamento (Ex 23.14-17; 34.18-23).
Originalmente, essa festa é referida com vários nomes:
1. Festa da Colheita ou Sega - no hebraico hag haqasir. Por se tratar de uma colheita de grãos, trigo e cevada, essa festa ganhou esse segundo nome.
Provavelmente, hag haqasir Festa da Colheita é o nome original (Ex 23.16).
2. Festa das Semanas - no hebraico, hag xabu´ot.
A razão desse nome está no período de duração dessa celebração: sete semanas.
O início da festa se dá, 50 dias depois da Páscoa, com a colheita da cevada; o encerramento acontece com a colheita do trigo
(Dt 34.22; Nm 28.26; Dt 16.10).
3. Dia das Primícias dos Frutos - no hebraico yom habikurim.
Este nome tem sua razão de ser na entrega de uma oferta voluntária, a Deus, dos primeiros frutos da terra colhidos naquela sega (Nm 28.26).
Provavelmente, a oferta das primícias acontecia em cada uma das três tradicionais festas do antigo calendário bíblico.
Na primeira, Páscoa, entregava-se uma ovelha nascida naquele ano; na segunda, Colheita ou Semanas, entregava-se uma porção dos primeiros grãos colhidos; e, finalmente, na terceira festa, Tabernáculos ou Cabanas, o povo oferecia os primeiros frutos da colheita de frutas, como uva, tâmara e figo, especialmente.
4. Festa de Pentecostes.
As razões deste novo nome são várias:
(a) nos últimos trezentos anos do período do Antigo Testamento, os gregos assumiram o controle do mundo, impondo sua língua, que se tornou muito
popular entre os judeus.
Os nomes hebraicos - hag haqasir e hag xabu´ot - perderam as suas atualidades e foram substituídos pela denominação Pentecostes, cujo significado é 50 dias depois (da Páscoa).
Como o Império Grego assumiu o controle do mundo, em 331 anos antes de Jesus, é provável que o nome Pentecostes ganhou popularidade a partir desse período.
Vale a pena uma observação.
Além da Festa da Colheita ou Semanas hag haqasir ou hag xavu´ot, o antigo calendário israelita apontava uma terceira festa que acontecia no período do Outono, isto é, nos meses de setembro e outubro.
Na verdade, essa festa era também da colheita, porém, sega das frutas,
especialmente, uva, figo e tâmara.
A Bíblia Hebraica tem dois nomes para essa festa:
Festa dos Tabernáculos ou Cabanas hag hasucot e Festa da Colheita hag ha`asip (a palavra asip colheita vem do verbo asap que significa colher e reunir.
Enquanto a Páscoa era uma festa caseira, Colheita ou Semanas ou Pentecostes era uma celebração agrícola, originalmente, realizada na roça, no lugar onde se cultivava o trigo e a cevada, entre outros produtos agrícolas.
Posteriormente, essa celebração foi levada para os lugares de culto, particularmente, o Templo de Jerusalém.
Os muitos relatos bíblicos não revelam, com clareza, a ordem do culto, mas é
possível levantar alguns passos dessa liturgia:
1. a cerimônia começava quando a foice era lançada contra as espigas
(Dt 16.9).
É bom lembrar que deveria ser respeitada a recomendação do direito de respigar dos pobres e estrangeiros
(Lv23.22; Dt 16.11);
2. a cerimônia prosseguia com a peregrinação para o local de culto
(Ex 23.17);
3. o terceiro momento da festa era a reunião de todo o povo trabalhador com suas famílias, amigos e os estrangeiros
(Dt 16.11).
Essa cerimônia era chamada de "Santa Convocação" (Lv 23.21).
Ninguém poderia trabalhar durante aqueles dias, pois eram considerados um período de solene alegria e ação de graças pela proteção e cuidado de Deus (Lv 23.21);
4. no local da cerimônia, o feixe de trigo ou cevada era apresentado como oferta a Deus, o Doador da terra e a Fonte de todo bem
(Lv 23.11).
5. Os celebrantes alimentavam-se de parte das ofertas trazidas pelos agricultores;
6. As sete semanas de festa incluíam outros objetivos, além da ação de graças pelos dons da terra: reforçar a memória da libertação da escravidão no Egito e o cuidado com a obediência aos estatutos divinos
(Dt 16.12).
Observação: Era ilegal usufruir da nova produção da roça, antes do cerimonial da Festa das Colheitas
(Lv 23.14).
Características da celebração
1. A Festa das Colheitas era alegre e solene (Dt 16.11);
2. A celebração era dedicada exclusivamente a Javé (Dt 16.10);
3. Era uma festa ecumênica, aberta para todos os produtores e seus famíliares, os pobres, os levitas e os estrangeiros (Dt 16.11).
Enfim, todo o povo apresentava-se diante de Deus. Reconhecia-se e afirmava-se o compromisso de fraternidade e a responsabilidade de promover os laços
comunitários, além do povo hebreu;
4. Agradecia a Deus pelo dom da terra e pelos estatutos divinos (Dt 15.12);
5. Era uma "Santa Convocação". Ninguém trabalhava (Lv 23.21);
6. Era celebrado o ciclo da vida, reconhecendo que a Palavra de Deus estava na origem da vida " da semente " da árvore " do fruto " do alimento " da vida...
Observação: A Festa da Colheita não celebra um mito, mas a ação de Deus que cria e sustenta a vida do mundo criado.
Principais motivos da Festa das Colheitas (Cabanas ou Pentecostes) não era uma cerimônia neutra, isto é, os celebrantes não se reuniam para um simples lazer ou diversão.
Toda a cerimônia buscava reafirmar e aprofundar o sentido da fé em Javé, o Deus Criador e Libertador.
Aprender a fraternidade: Ao ler todas as reportagens sobre a Festa das Colheitas (Semanas ou Pentecostes) é possível captar partes da cerimônia e, consequentemente, sua legislação.
Um dos detalhes marcantes dessa "Santa Convocação" é o fortalecimento da fraternidade entre os trabalhadores do campo, incluindo a população
israelita, os servos e estrangeiros.
Aprender a ter compromisso com Deus e com a comunidade ao celebrar a festa, toda a comunidade aprendia a ser responsável para com a vontade de Deus e com o próximo - não somente com os irmãos de sangue e fé.
O ritual da festa ensinava, pedagogicamente, que Deus é o Criador e Sustentador das leis que regem o mundo.
Ele fez uma distribuição comunitária da terra e manda a chuva para hebreus e gentios, bons e maus, homens e mulheres, jovens e crianças.
O ritual da festa entendia que o grande problema da humanidade é a falta de amor uns para com os outros.
Aprender a repartir os dons: Primitivamente, o povo bíblico convivia com as leis divinas de modo feliz, sem lhe causar sofrimento.
Por exemplo, a festa das Colheitas ensinou a comunidade de trabalhadores do campo que se deveria entregar o excedente de sua produção agrícola para Javé, a fim de que essa oferta seja compartilhada com os menos favorecidos
(Lv 25.6-7, 21-22).
A pedagogia dessa lei possui uma profunda sabedoria, pois ela tem como alvo educar o povo dentro dos princípios da solidariedade e igualdade social.
Aprender a agradecer: Ao agradecer a Deus pelo dom da terra - para morar, plantar e alimentar dos frutos produzidos nela - o povo descobria os mistérios da graça divina, ser grato pela "terra que mana leite e mel", pela cevada, trigo e outros grãos que sustentam vida representam uma alegria de enormes proporções.
Além da terra, os celebrantes eram ensinados a agradecer a Deus pela instrução que disciplina e ordena a vida comunitária.
Conclusão:
A Festa da Colheita ou Semanas tomou o nome de Festa de Pentecostes, a partir do Período Grego (fim do século IV antes de Cristo em diante).
Todas as festas, ao longo da história do povo bíblico, sofreram metamorfoses. São modificações e adaptações, perfeitamente normais, sofridas ao longo da história, sem contudo, perderem as colunas principais de sua estrutura de sustentação.
Por exemplo, na formação cultural de Israel ocorreram metamorfoses que se refletem no nome, assim:
... hebreu » israelita » judeu » judeu da diáspora ...
Com a Festa da Colheita ou Semanas, também, ocorreram transformações significativas:
... Festa da Colheita » Festa das Semanas » Festa de Pentecostes.
A troca do nome da festa: Originalmente, a festa recebeu o nome "Festa da Colheita", porque se tratava de uma cerimônia que girava em torno de uma sega de grãos, após o período de formação e maturação.
O nome "Festa das Semanas" também faz sentido, porque ele diz respeito às sete semanas de duração da festa quando se processava a colheita de trigo e cevada.
Como parte da forte influência exercida pela cultura grega sobre os judeus, a partir do século IV, antes de Cristo, o nome "pentecostes" - cujo significado é "cinquenta dias depois" - foi usado para substituir o nome da Festa das Colheitas ou Festa das Semanas.
O livro Atos dos Apóstolos usa o nome Pentecostes (At 2.1).
Da natureza e do local da festa: Originalmente, a festa das Colheitas era agrícola.
Era uma reunião de agricultores que se prolongava por sete semanas.
O longo tempo de duração da festa e o nome "colheita" sugerem que os agricultores reuniam-se, originalmente, para uma sega em mutirão.
Como na época dessa celebração (maio/junho) não há chuva, em Israel, os celebrantes, que moravam longe do local da colheita, se abrigavam em
tendas.
Contudo, o livro de Deuteronômio apresenta duas novidades à festa: a memória da libertação do Egito e a recomendação de estudar os estatutos (a Torá de Javé) durante as sete semanas de festa.
Além disso, ele fornece uma outra informação: o nome da festa para o livro de Deuteronômio é Semanas e o local é o templo de Jerusalém (16.9-12).
A centralização das festas foi parte da política reformista do reinado de
Josias (640-609 a.C.).
Quanto ao relato do livro Atos dos Apóstolos, o nome da festa é Pentecostes e o local é a cidade de Jerusalém, não especificando se a reunião foi realizada no Templo ou próxima a ele. Quanto ao número de pessoas presentes à festa, é possível crer que os relatos de Levítico (23.15-22) e Deuteronômio
(16.9-12) sugerem um limite máximo de pessoas bem inferior ao número indicado no livro de Atos dos Apóstolos (2.1-13).
A "ecumenicidade" da festa, basicamente, a festa, tanto no período do Antigo Testamento como no Novo Testamento, era cosmopolita, isto é, ela reunia pessoas de todas as raças e condições sociais (conforme Dt 16.11 e At 2.1-13).
O que varia entre os dois relatos é a quantidade de pessoas presentes no evento: o relato de Atos dos Apóstolos fala que uma multidão estava reunida em Jerusalém, enquanto que o relato de Deuteronômio refere-se a uma presença bem menor.
A fraternidade da festa era estimulada, entre os agricultores, na Festa das Colheitas, conforme os textos de Levítico e Deuteronômio.
Contudo, essa fraternidade é descrita, em sua plenitude, na reunião reportada
no livro de Atos dos Apóstolos, através da palavra grega koinonia comunhão (At 2.42-47).
Essa comunhão entre os trabalhadores do campo, na prática, forma o mutirão para colher o trigo pronto para a ceifa.
O estudo da Bíblia na festa: Quando mais necessitava de uma disciplina comunitária, a festa das Colheitas, ou Semanas, agregou a prática de estudar a Tora (Pentateuco).
No relato de Atos dos Apóstolos, há uma ausência de informação sobre o estudo da Torá.
Jerusalém como local da festa: Tudo leva a crer que, originalmente, a Festa das Colheitas, ou Semanas, era realizada na roça, particularmente, no campo de trigo.
No projeto de reforma, empreendido pelo rei Josias, no século VII
A.C., todas as festas foram levadas para o Templo em Jerusalém.
Por que Jerusalém?
• Jerusalém é a sede do governo, a capital política e espiritual;
• Jerusalém é uma cidade que possui uma carga fortíssima de tradição (Sl 48);
• Jerusalém encarna-se todas as contradições e conflitos;
• Jerusalém é o centro de todas as tensões da vida judaica:
• em Jerusalém, sente-se amor dentro da condição de ódio;
• em Jerusalém, nasce a esperança em meio ao desespero;
• em Jerusalém, o povo acredita que se dará a plenitude da vida;
• No Novo Testamento, o sentido de Jerusalém atinge o sentido universal.
Assim, A escolha da cidade de Jerusalém, para celebrar a Festa das Colheitas, não é arbitrária.
Ensinando a importância da terra: Terra é uma palavra muito significativa na Bíblia, particularmente no Antigo Testamento (AT).
Há duas importantes palavras hebraicas para terra: a primeira é adamah terra, solo, chão.
Originalmente, Adamah carregava o sentido de "solo vermelho", arável e cultivável. Conforme o livro de Gênesis - "... Javé Eloim modelou o 'adam ser humano com o pó da 'adamah terra" (2.7) -o ser humano possui uma estreita relação com a terra.
Essa ligação fica mais íntima quando se pensa no alimento.
O alimento, como gerador da vida, tem a ver diretamente com o trabalho do adam ser humano e a fertilidade do adamah terra.
Por isso entre o ser humano e a terra não poderá acontecer violência.
Tanto o 'adam ser humano como a' adamah terra são posses de Javé, e ambos estão sob o cuidado dEle (Gn 2.6).
A segunda palavra hebraica para terra é eres, um substantivo feminino que ocorre 2.500 vezes, no A.T, seu significado é amplo:
(a) no sentido cósmico, eres possui o significado de terra em oposição ao céu, o mar e a água (SI 89.11);
(b) no sentido físico, eres carrega o significado de solo, sobre o qual o ser humano vive, planta e colhe os frutos (Dt 26.9);
(c) no sentido geográfico, eres designa determinadas regiões e zonas (Jr
16.13);
(d) no sentido político, eres indica a soberania de determinados clãs, tribos, estados e povos (Is
9.1) e, por fim, (e) o sentido teológico, quando eres é definida como posse de Deus (Lv 25.23).
Como uma propriedade divina (Os 9.3), a terra espera de seu usuário uma forte disciplina e uma profunda espiritualidade.
Para tanto, a violência contra a terra é considerada uma desobediência a Javé (Jr 2.7).
Resumindo: Pentecostes é uma festa adotada pelo Cristianismo ao Judaísmo.
Em primeiro lugar, a palavra festa (hag, no hebraico) significa fazer um círculo.
Isso revela o sentido primitivo de festa, isto é, uma reunião comunitária (Êx 5.1).
Nela, o povo celebrante reunia, especialmente, para estudar os textos sagrados que, mais tarde, viriam a ser a Bíblia.
Em segundo lugar, o nome Pentecostes vem da língua Grega e significa cinquenta dias depois, a saber, da festa da Páscoa.
Originalmente, esta festa possuía três nomes hebraicos: festa das Semanas, festa das Colheitas ou Dia das Primícias.
Estes três nomes revelam um pouco do conteúdo da festa: era agrícola e situada no período das colheitas.
A troca de nome para Pentecostes deu-se a partir do período grego (333-63 anos antes de Cristo), quando a Grécia dominou culturalmente o mundo.
O mais primitivo motivo desta festa foi gratidão a Deus pelo dom da terra.
Posteriormente, o povo bíblico incorporou o motivo de gratidão pela doação da Torá (450 anos antes de Cristo).
A Torá é a instrução divina por excelência, contida no Pentateuco (cinco primeiros livros da Bíblia).
Provavelmente, a festa de Pentecostes, descrita em Atos dos Apóstolos 2, celebrava a doação da Torá.
Os salmos 19 e 119 mostram que a manifestação do Espírito Santo está diretamente relacionada ao estudo da Torá.
Considerações que diante do exposto, cabe uma pergunta:
Por que as igrejas evangélicas NÃO comemoram a festa de Pentecostes, ou pelo menos não se esforçam em nada, para que essa data, literalmente importante, seja comemorada?
Será escamas nos olhos, na igreja cristã evangélica?
Será que "elas" não acham isso importante?
Por que a igreja católica tem a comemoração dessa festa?
Veja a notícia:
“...Festa de Pentecostes espera 1 milhão de pessoas por dia na celebração católica anual, realizada em Taguatinga, que reúne um público cada vez maior.
Grande parte dos fiéis participa das atividades para assistir à Missa de Cura, cerimônia que, ao longo dos anos, tem sido palco de milagres entre os
participantes....”
Leilane Menezes - Publicação:20/05/2010 08:04 – Correio Brasiliense
Para saber mais: (copie e cole no browser)
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/05/20/cidades,i=193443/FESTA+DE+PENTECOSTES+ESPERA+1+MILHAO+DE+PESSOAS+POR+DIA.shtml
Agora 25 de dezembro, aí sim, com todo seu glamour, não falha, tem igreja até com “imagens” de anjos (misericórdia), guirlandas, árvores de natal, bolas, cantatas e tudo mais.....
Sabidamente tida como festa pagã, a comemoração de 25 de dezembro está em muitas igrejas evangélicas, para deleite de muitos pastores e membros.
Onde está o erro então?
A Bíblia está errada?
A Bíblia está certa?
A igreja está certa?
A igreja está errada?
Está errado comemorar a festa de Pentecostes?
Está certo comemorar a festa de 25 de dezembro?
Está errado não comemorar a festa de Pentecostes?
Está certo não comemorar a festa de 25 de dezembro?
Cabe discussão?
Mas como cristãos, não temos que seguir a palavra de Deus que está na Bíblia?
Não é heresia cultuar o que NÃO está na Bíblia?
Ou só porque é bonita, não vamos negar que os enfeites de 25 de dezembro são bonitos, podemos achar que é certo?
O certo está errado, ou o errado está certo?
Ou porque é “cafona” ficar de fora?
Ou porque, se eu não participar o “irmão” pode magoar.
Qual festa TEM na Bíblia?
Ou dá para dar uma “aberturinha” e colocar as coisas que não são de Deus dentro da igreja?
E festas comemoradas em Junho, então?
Literalmente consagradas à “santos” católicos, que porventura alguns são tambem de umbandas.
Tem igreja, que vende crentão, é a mesma bebida que o quentão, mas sem álcool... (sem comentários).
Fazem barracas com costumes seculares, dentro da igreja.
Inaceitável.
O Que a Bíblia Diz?
Tudo o que fizermos e ou quisermos fazer em nome do Senhor Jesus, é válido?
Em Colossenses 3:17, Paulo diz:
"E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai."
Esse versículo ensina um princípio importantíssimo: devemos sempre agir de acordo com a autorização de Jesus.
Mas, muitas pessoas usam o nome de Jesus livremente, como se fosse uma palavra mágica.
Pensam elas que a simples invocação do nome de Cristo garante os resultados que querem.
Gritam o nome de Jesus para expulsar demônios, enquanto ensinam doutrinas que negam a palavra dele.
Colocam o nome de Jesus em suas "grandes obras", Natal, Festas Juninas, eventos sociais e festas musicais, cantatas de natal, mas não praticam as coisas que ele ensina e nem na Bíblia há autorização ou determinação.
Não honramos o Senhor usando seu nome para descrever coisas que ele nunca autorizou.
Exemplos bíblicos mostram que tal abuso do nome do Senhor não é a vontade de Deus.
Os sete filhos de Ceva aprenderam essa lição de um modo dramático
(Atos 19:13-17).
Outras pessoas, até hoje, continuam usando o nome de Jesus de maneira errada e serão surpreendidas no juízo final.
"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicita-mente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade" (Mateus 7:21-23).
Isso tudo é muito sério.
Vamos rever isso?
Paz do Senhor a todos.
Estudo a partir da ideia do Prof. Tércio Machado Siqueira, professor de Antigo Testamento da FaTeo
Consideração final, compilação e adendos de diversas fontes, inclusive a Bíblia, por Mario Jorge.
20/05/2010
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